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Eu só escolhi ser feliz.


Eu vejo tanta gente falar e conheço tanta gente que se faz de durão mas, quando, ninguém olha, é quando ela, finalmente, se "transforma" nela mesma. E confesso que também, por muito tempo, já fui assim. Mas foram momentos como esse que eu pensei se continuava valendo a pena ser desse jeito, e a resposta talvez não foi imediata, mas ela veio. E foi clara que não, não valia a pena.

Orgulho e rabugice são características que nos privam de tanta coisa que eu fico surpresa o quanto tempo eu desperdicei por não ter revelado o que eu sentia. Eu perdi gente que eu considerava importante e deixei de enxergar tanta coisa boa embaixo do meu nariz só porque eu não dei o braço a torcer. Talvez minha vida possa ser um livro aberto, mas e daí? Eu sempre odiei gente misteriosa. E a prova disso são o meu ódio pelos livros do John Green. Qual foi o rumo de Alasca, a garota que amava tanto mistério que se tornou um? Que bagagem tinha Margo, a garota cheia de mimimi(stérios)?

Sou mesmo sem segredos nenhum, sou o que você vê na sua frente. Uma menina um pouco insegura e cheia de sentimentos. Não sou nada fria, mas posso ser grossa, e juro, é sem querer. Choro quando eu estou chateada ou muito feliz e brigo se algo não me agrada ou me desrespeita. Corro quando sei que não consigo peitar e sou sem vergonha além da conta. Timidez não é algo que existe no meu dia a dia (só quando eu tô perto da minha sogra, mas é totalmente diferente). Sou eclética e tento ser gentil sempre, como o August do Extraordinário me ensinou. E se eu ouço algo que não é ok em alguma situação, eu não consigo disfarçar a minha cara de infelicidade. "Sinto sua falta" não é uma frase tão assustadora assim de se mandar pra alguém. E ouvir sertanejo não é vergonha nenhuma, alias, Jorge e Matues e Henrique e Juliano são os poetas da nossa época.

Posso dizer, com toda a certeza, que eu não mudei, eu só escolhi não mais fingir que está tudo bem. Porque tem vezes que não está, e isso está ok. Dramas, de vez em quando, são necessárias para o crescimento e o bem estar de alguém. E demonstrar isso tudo também faz um bem danado. É algo que você transforma e alivia de dentro do peito. Então não reprima as coisas que está dentro de você, liberte-as. Escolha a felicidade ao invés da falsidade. Faça que nem o nosso amigo Luan Santana, não mude de cidade e nem de telefone, só escolha ser feliz.

Eu sinto sua falta. E eu só queria que você soubesse disso.

Um ano atrás, mais ou menos, eu perdi você. A gente era tão a gente e, agora, quando eu te encontro, eu nem te reconheço mais. Isso é tão triste. Eu perdi a minha melhor amiga porque... nem eu mesma sei o porquê.

Eu deixei você ir. Você praticamente implorou para que eu não fosse, e eu fui. Talvez foi por isso que, toda vez que eu tento conversar, você olha pra outro lugar. É uma merda, sabe? Eu poderia muito bem estar falando com você, nesse exato momento. Mas nadar, nadar, nadar e morrer na praia não faz muito o meu tipo. Acho que você sabe disso, não é? Espero que sim. Talvez, assim, você possa me entender. 

Saiba que, toda vez que eu mandei aquelas várias mensagens de desculpas, de saudades e tudo mais, no fundo, no fundinho mesmo, achava que ia ficar tudo bem. Que a gente ia deixar tudo pra trás e voltássemos a ser a mesmas de antes. E, cara, até hoje eu tenho esperanças que isso aconteça. Mesmo quando a probabilidade disso não acontecer seja 99,9%. É foda ser esperançosa, é foda saber que nada disso vai acontecer e esperar por isso o tempo todo. 

Talvez eu esteja escrevendo isso seja porque madrugadas são frias, tristes e melancólicas. Mas eu sei que tem mais coisa. Eu posso fingir muito bem, sabe? Posso dizer pra qualquer um que, pufff, eu estou a milhões de quilômetros adiante de você. Porém a minha guarda baixa. E eu fico pensando em como tudo poderia ser diferente se você estivesse aqui. Queria dividir todas as minhas tristezas e alegrias com você, queria dividir meus momentos bons e ruins com você. Você costumava ser meu porto seguro, e, quando você se foi, eu fiquei totalmente perdida. E eu chorava, chorava, chorava até meus olhos secarem só de imaginar que eu não poderia mais contar com você. Alias, até hoje isso acontece. Não com tanta frequência, mas acontece. 

Fique sabendo que doeu quando você não apareceu mais aqui em casa. Quando você nunca mais foi tomar açaí junto com o seu irmão quando eu marcava. Quando você estava online e eu não podia mais te chamar porque... eu sentia que eu já não tinha mais esse direito. Saiba que ainda machuca quando eu vejo você por aí, mas finjo que nem presto atenção. Machuca quando eu te procuro, e você nunca está lá. Eu queria tanto que, meu Deus, eu pudesse passar por cima de tudo isso e ir atrás de você. Um dia eu vou conseguir, espero que não seja tarde demais pra isso. 

Eu realmente espero que você nunca leia isso, na verdade. Mas, se um dia isso acontecer, saiba que eu sempre vou estar te esperando. De braços abertos. Saiba que, tudo que a gente passou (e que não foi pouca coisa) sempre vai estar guardado com carinho no meu coração. E que a Dani que você conhecia nunca morreu. Ela só está esperando que você volte, Queen B. 


10 days about me: Meus textos favoritos!


Olá pessoalzinho do mal, tudo bom com vocês?
Hoje eu vim trazer mais um post do projeto 10 days about me e estamos no dia 3! O dia dos meus textos favoritos, yay. Vamos lá conferir?



Sou uma pessoa que, quando lembro, entro no meu tumblr. E é lá que eu sempre encontro os textos que eu mais gosto. Alias, foi lá que encontrei meus "escritores" favoritos: a Tati Bernardi e o Gabito, um cara que começou no próprio tumblr mesmo. Eu não gosto necessariamente de seus livros, mas sim, de seus textos. São sempre os meus favoritos e vou deixar uma prévia dos dois aqui:

Tati Bernardi
Combinamos que não era amor. Escapou ali um abraço no meio do escuro. Mas aquilo ali foi sono, não sei o que foi aquilo. Foi a inércia do amor que está no ar mas não necessariamente dentro de nós .A gente foi ao cinema, coisa que namorados fazem. Mas amigos fazem também, não? Somos amigos. Escapou ali um beijo na orelha e uma mão que quis esquentar a outra. Mas a gente correu pra fazer piadinha sexual disso, como sempre. Aí teve aquela cena também. De quando eu fui te dar tchau só com a manta branca e o cabelo todo bagunçado. E você olhou do elevador e me perguntou: não to esquecendo nada? E eu quis gritar: tá, tá esquecendo de mim. E você depois perguntou: não tem nada meu aí? E eu quis gritar: tem, tem eu. Eu sempre fui sua. Eu já era sua antes mesmo de saber que você um dia não ia me querer. Mas a gente combinou que não era amor. Você abriu minha água com gás predileta e meu sabonete de manteiga de cacau. E fuçou todas as minhas gavetas enquanto eu tomava banho. E cheirou meu travesseiro pra saber se ainda tinha seu cheiro. Ou pra tentar lembrar meu cheiro e ver se ele ainda te deixa sem vontade de ir embora. Mas ainda assim, não somos íntimos. Nada disso. Só estamos aqui, reunidos nesse momento, porque temos duas coisas muito simples em comum: nada melhor pra fazer. Só isso. É o que está no contrato. E eu assino embaixo. Melhor assim. Muito melhor assim. Tô super bem com tudo isso. Nossa, nunca estive melhor. Mas não faz isso. Não me olha assim e diz que vai refazer o contrato. Não faz o mundo inteiro brilhar mais porque você é bobo. Não faz o mundo inteiro ficar pequeno só porque o seu chapéu é muito legal. Não deixa eu assim, deslizando pelas paredes do chuveiro de tanto rir porque seu cabelo fica ridículo molhado. Não faz a piada do vampiro só porque você achou que eu estava em dias estranhos. Não transforma assim o mundo em um lugar mais fácil e melhor de se viver. Não faz eu ser assim tão absurdamente feliz só porque eu tenho certeza absoluta que nenhum segundo ao seu lado é por acaso. Combinamos que não era amor e realmente não é. Mas esse algo que é, é realmente muito libertador. Porque quando você está aqui, ou até mesmo na sua ausência, o resto todo vira uma grande comédia. E aquele cara mais novo, e aquele outro mais velho, e aquele outro que escreve, e aquele outro que faz filme, e aquele outro divertido, e aquele outro da festa, e aquele outro amigo daquele outro. E todos aqueles outros viram formiguinhas de nariz vermelho. E eu tenho vontade de ligar pra todos eles e falar: putz, cara, e você acha mesmo que eu gostei de você? Coitado. Adoro como o mundo fica coitado, fica quase, fica de mentira, quando não é você. Porque esses coitados todos só serviram pra me lembrar o quão sagrado é não querer tomar banho depois. O quão sagrado é ser absurdamente feliz mesmo sabendo a dor que vem depois. O quão sagrado é ver pureza em tudo o que você faz, ainda que você faça tudo sendo um grande safado. O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo. Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre. E eu soquei meu coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com o tamanho. E eu tive que me fantasiar de puta, só pra ter você aqui dentro sem medo. Medo de destruir mais uma vez esse amor tão santo, tão virgem. E eu vou continuar me fantasiando de não amor, só pra você poder me vestir e sair por aí com sua casca de não amor. E eu vou rir quando você me contar das suas meninas, e eu vou continuar dizendo “bonito carro, boa balada, boa idéia, bonita cor, bonito sapato”. E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: não existe ninguém aqui dentro. Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita.


Gabito:
No fim, a gente aprende que tudo pode ser vivido só uma vez. Uma coisa ruim me faz te abraçar forte. Aí eu entendo quando as pessoas dizem que amando a gente abraça o mundo, porque, pelo menos aqui e agora, meu mundo inteiro é você. Meus pés são a parte de mim que mais tenho vergonha e foi justamente por ali que você começou a fazer amor comigo. Como se iniciar pelo meu pior fosse um jeito de dizer que me aceitava, que me queria de qualquer jeito, azar se desde guria sempre fui a última a ser escolhida, do amor a times de vôlei. Você disse que eu tinha uns pés lindos, mas lindo mesmo fica você quando mente pra mim. É cedo pra dizer, ou tarde demais pra fugir. 


Pra vocês conferirem mais textos que são meus favoritos, cliquem aqui, que tem váááááááários! Se vocês gostam de textos, podem acreditar que aí tem bastante. Ah, e aproveita e me segue por lá! Sempre que posso, vou reblogando alguns textos/frases que eu gosto. Pra você que gosta, tenho certeza que vai se identificar também :D 

Espero que vocês tenham gostado do post, um beijo e até a próxima! ♥

Das cartas que eu nunca te escrevi

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Talvez você nunca saiba de nada disso. De nenhum sentimento, de nenhuma dorzinha que eu senti por você. Que eu ainda sinto por você. Talvez você nunca saiba de todos os planos que eu fiz pra nós dois, das coisas que eu já pensei em te dizer ou até mesmo de te mostrar. 

Talvez você nem vai mais lembrar de mim, depois que nós tomarmos o rumo da nossa vida. Depois que cada um for pro seu canto, seguir e correr atrás dos sonhos que cada um carrega dentro do peito. Depois de tudo que nós passamos, talvez você nem lembrará do meu jeito, da minha voz irritante, dos meus gostos e do quanto o meu nariz é feio e grande. 

Mas eu oro, suplico e imploro todos os dias para Deus que isso não passe. Que não seja só uma fase. Que um dia, tudo o que eu sinto vai ser retribuído, e que você seja a pessoa. Que você seja sempre a pessoa que eu vou me lembrar, de que eu vou ler algum livro e imaginar. Eu não quero que nada disso passe, eu só quero ser infinita. Junto com você. 

A verdade é que certeza eu não tenho de nada, apenas da minha morte. Mas agora, o que eu mais quero, desejo, necessito e preciso é de você. E da sua cara de bravo, da sua voz rouca e do seus braços em volta da minha cintura. Você não é certeza, o futuro não é uma certeza, nada disso é uma certeza. Mas eu queria, mais do que tudo, que 'eu e você' juntos fossemos uma certeza tão clara quanto a morte que vai assombrar qualquer um. 



Essa postagem é de uma blogagem coletiva do RootaRoots, um grupo onde o objetivo é trazer de volta a raiz de como era ter um blog pros dias de hoje, apenas por hobby, sem aquele pensamento de que precisa fazer sucesso. Se você se interessou, conheça o grupo aqui

Não, eu não falo baixo não.

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Não, não falo baixo não. Se eu tivesse afim, eu já tinha abaixado meu tom. Não vou fazer o que você quer só porque te agrada. A única pessoa com quem eu devo realmente impressionar sou eu mesma. Gosto, gosto mesmo de gente babaca. E daí? Ninguém é perfeito, paciência. Corro atrás de quem eu realmente não tô afim de perder, então não me chame de orgulhosa. Se eu não quiser, não respondo a mensagem. Como dizia o Allax: “não acabou o crédito, acabou a paciência”. Não tenho saco pra gente chata, já basta um pessoal que já estou encarregada de forçar um sorrisinho e fingir que a conversa tá maravilhosa. Quando me dá na telha, saio do meio da rodinha para procurar alguma coisa que realmente me interessa. Tipo ler um livro ou voltar pra casa pra ver um seriado, onde as pessoas não são 100% insuportáveis. Meu sonho é controlar as pessoas como eu faço no The Sims. Egoísmo? Pode até ser, alias, sou muito egoísta mesmo. Se me acrescenta, é bem-vindo, mas se me diminui, enxoto de uma vez da minha vida. Como eu já disse, eu realmente não tenho saco. Ficou incomodado? Que bom, é esse mesmo o meu objetivo. Adoro incomodar as pessoas, tirá-las do sério, fazerem-as se locomoverem só porque faço muito barulho. Acho divertidíssimo ver aquele bando de gente normal saindo de um lugar porque alguém que não-faz-o-tipinho-deles aparece. É bom que saia de perto mesmo, de gente sem graça já basta os da minha rua. Não gostou? Que pena, amiguinho. Faz um B.O. aí ou tenta de novo mais tarde, quem sabe você se acostuma.

Gostaram do texto? Particularmente, esse é uma das minhas autorias favoritas. Por favor, se usá-la em algum lugar, não esqueça dos créditos! E comentem o que acharam, ficarei bem feliz :D Até a próxima! ♥

E esse foi finalmente o meu adeus.

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Faz uns dias que parou de fazer sentido. Eu andei ocupando a minha mente e, finalmente, você foi embora daqui. Digo, de mim, pois fisicamente você já foi a muito tempo. Me peguei pensando em como eu não havia pensado em você por dias, e coloquei um sorriso sincero no rosto, sorriso esse que você tirou quando me abandonou. Mas sabe que foi até bom você ir? Finalmente enxerguei que realmente não era pra ser. Analisei por um cinco minutos, o que foi bastante pra entender que você não foi feito pra mim. Na porra de cinco minutos entendi o que em cinco meses eu ficava indignada, tentando achar a razão do porquê da sua ida. Olha, você sabe muito bem que eu gosto de ser gostada, né? Acho que foi por isso que você se foi, e bem, tanto você quanto eu percebemos que você é pequeno e fútil demais pra gostar de alguém além de você mesmo. Eu enxerguei o babaca que você é! O cara que só quer aumentar uma lista de pessoas que não te preenchem. Cara, sinceramente? Eu espero que um dia você finalmente acorde. E perceba que você não vai ser ninguém e não vai chegar à lugar algum usando as pessoas dessa maneira. E, quer saber? Não quero ser a pessoa que vai te fazer acordar. Não mesmo. Eu tenho muito o que aprender por aí, muito o que viver, não quero me prender mais com você. Esse tempo já foi o suficiente, alias, eu perdi muito tempo com você. Agora deixa eu ir, porque você não merece nem a metade da primeira linha desse texto.